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24 06 2008existe um procedimento simples que poderá resolver um pequeno problema que tenho ali à esquerda do peito. apeteceu-me perguntar ao médico, já que vai andar por lá, se não quer tornar o meu coração mais forte, mais resistente a certas coisas, certas pessoas. talvez possa retirar-lhe alguma insegurança, insuflar-lhe coragem para se largar sem receios, torná-lo seguro de si, mais desempoeirado. foi só uma ideia. já que vai andar por essas bandas…
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aaaaahhh.
22 06 2008um [ligeiro] escaldão, muitos banhos de mar, cumplicidades [ruins] renovadas e uma praia depois, estou melhor. mas continua cá a sensação de se estar a fazer tempo, simplesmente, até algo começar. O algo. aquilo que supostamente fará com que tudo faça sentido e que mudará o despertar de segunda a sexta [que por estes dias começa com uma sonora asneira, sussurrada para ele não acordar, mas gritada do topo de todos os telhados que tenho em mim].
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foi-se o euro.
20 06 2008ponto um: finalmente o nuno gomes marca um golo.
ponto dois: mesmo assim acabaram as apitadelas, as concentrações, os cachecóis, as caras pintadas, as perucas, as mãos na cabeça.
efeito: acho que consegui sentir um país inteiro ontem a perguntar-se mentalmente “então e agora, pá? sem bola…”
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então e…
18 06 2008se eu apagar sem querer um post já publicado…
onde é que o recupero??!?
onde é a reciclagem desta coisa?
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coisas do arco da tecnologia.
18 06 2008a meio de um dia de trabalho receber uma mensagem a pagar no destino. superar os pontos de interrogação que se formaram certamente no cocuruto da minha cabecinha e responder “SIM”. de imediato receber a dita mensagem: “estou na praia, podes carregar-me o telemóvel?”
…
raios partam os telemóveis, os bancos online, e afins. e os dias de praia saboreados por outros que não eu, particularmente quando esses outros se aproveitam da minha passividade à frente do computador para pedidos destes.
ó diabos.
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it still feels like me. only more… me.
18 06 2008
estava habituada ao blogger, há anos, mas mudei para o worpress. antes detestava o ginásio, agora quando não vou faz-me falta. desenvolvi uma ética do trabalho, mesmo que não goste dele [dezembro, chega depressa] e faço-o o melhor que sei. antes, despedir-me-ia. agora preciso dele, embora seja bom descobrir [ok, ter a certeza] que nunca vou ser daquelas pessoas que trabalha apenas pelo dinheiro. sempre estive bem sozinha, mas agora preciso dele e detesto sentir falta de nós os dois. preciso delas também, e que falta me fazem. preocupava-me mais com o que os outros pensavam, guardava relações sem razão aparente, apenas pelo conforto de um número vasto de amigos, conhecidos, ex-alguma-coisa. aprendi a valorizar a qualidade e não a qualidade. é libertador, ter apenas aqueles de quem preciso mesmo. adormecer com a mente mais tranquila, beber um copo de vinho ao chegar a casa, com as pernas enroladas debaixo do corpo, sapatos atirados para um canto, a mala para outro, o braço apoiado na almofada do sofá, ouvir e contar histórias.
respirar fundo e sentir que se subiu mais um degrau [não vou dizer "na escada da vida" porque é um cliché demasiado óbvio, mas enfim, dá para perceber a ideia...]
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