Archives for the month of: Junho, 2008

as motas são sexy.

especialmente se nos levarem até à outra margem sem uma única paragem por causa do trânsito.

foi a última vez que me censuraste por ser como sou.

és a única pessoa que tem um problema com isso.

existe um procedimento simples que poderá resolver um pequeno problema que tenho ali à esquerda do peito. apeteceu-me perguntar ao médico, já que vai andar por lá, se não quer tornar o meu coração mais forte, mais resistente a certas coisas, certas pessoas. talvez possa retirar-lhe alguma insegurança, insuflar-lhe coragem para se largar sem receios, torná-lo seguro de si, mais desempoeirado. foi só uma ideia. já que vai andar por essas bandas…

um [ligeiro] escaldão, muitos banhos de mar, cumplicidades [ruins] renovadas e uma praia depois, estou melhor. mas continua cá a sensação de se estar a fazer tempo, simplesmente, até algo começar. O algo. aquilo que supostamente fará com que tudo faça sentido e que mudará o despertar de segunda a sexta [que por estes dias começa com uma sonora asneira, sussurrada para ele não acordar, mas gritada do topo de todos os telhados que tenho em mim].

há algo de profundamente familiar nesta fotografia. um braço porque o resto do corpo já se perdeu, uma tentativa de se prender ao que se quer, uma queda livre voluntária, um esconde-esconde infantil e amoroso…

afinal, todos perguntamos “onde estás?” a alguém.

é possível ficar de ressaca porque não se vai à praia há mais de uma semana, porque se perde tempo em filas de trânsito, porque se trabalha num escritório com uma única janela, onde não se gosta de estar, muito menos trabalhar…? é?

sim. bolas.

até amanhã, vá…

ponto um: finalmente o nuno gomes marca um golo.

ponto dois: mesmo assim acabaram as apitadelas, as concentrações, os cachecóis, as caras pintadas, as perucas, as mãos na cabeça.

efeito: acho que consegui sentir um país inteiro ontem a perguntar-se mentalmente “então e agora, pá? sem bola…”

se eu apagar sem querer um post já publicado…

onde é que o recupero??!?

onde é a reciclagem desta coisa?

a meio de um dia de trabalho receber uma mensagem a pagar no destino. superar os pontos de interrogação que se formaram certamente no cocuruto da minha cabecinha e responder “SIM”. de imediato receber a dita mensagem: “estou na praia, podes carregar-me o telemóvel?”

raios partam os telemóveis, os bancos online, e afins. e os dias de praia saboreados por outros que não eu, particularmente quando esses outros se aproveitam da minha passividade à frente do computador para pedidos destes.

ó diabos.

estava habituada ao blogger, há anos, mas mudei para o worpress. antes detestava o ginásio, agora quando não vou faz-me falta. desenvolvi uma ética do trabalho, mesmo que não goste dele [dezembro, chega depressa] e faço-o o melhor que sei. antes, despedir-me-ia. agora preciso dele, embora seja bom descobrir [ok, ter a certeza] que nunca vou ser daquelas pessoas que trabalha apenas pelo dinheiro. sempre estive bem sozinha, mas agora preciso dele e detesto sentir falta de nós os dois. preciso delas também, e que falta me fazem.  preocupava-me mais com o que os outros pensavam, guardava relações sem razão aparente, apenas pelo conforto de um número vasto de amigos, conhecidos, ex-alguma-coisa. aprendi a valorizar a qualidade e não a qualidade. é libertador, ter apenas aqueles de quem preciso mesmo. adormecer com a mente mais tranquila, beber um copo de vinho ao chegar a casa, com as pernas enroladas debaixo do corpo, sapatos atirados para um canto, a mala para outro, o braço apoiado na almofada do sofá, ouvir e contar histórias.

respirar fundo e sentir que se subiu mais um degrau [não vou dizer “na escada da vida” porque é um cliché demasiado óbvio, mas enfim, dá para perceber a ideia…]