Archives for the month of: Agosto, 2008

… e me lembra do porquê de eu gostar de ser jornalista*.

porque se conhecem pessoas ricas em história, que se desdobram em acontecimentos, que nos abraçam sem nos conhecerem, nos abrem a porta do passado, levantando pó quando se recordam dias longos de outros tempos, em que ela ainda era nova, ainda não era “uma velha”.

“só tenho nostalgia do futuro.

gostava de daqui a 300 anos ver como os historiadores trataram a nossa época.

disso eu tenho saudades!”

* há mais razões. esta é uma delas.

espera-se uma resposta por parte de alguém que tem o poder de tornar parte da minha vida, a que se relaciona com o trabalho, infinitamente mais agradável.

sabem aquilo do “pelo menos tentei”?

é uma grande treta.

ilustrações: someecards.com

this is a call to arms, to live and love and sleep together.

às vezes acho que éramos todos mais felizes se ouvíssemos mais MGMT.

passiveaggressivenotes.com

* ou “é impossível trabalhar às 16h30 de uma sexta-feira, que por sinal termina uma semana nada catita, quando já se tem a noite alinhavada e se tem muito a fazer antes dos copos.”

e orgulho-me, afinal.

[e secretamente suspiro que nem uma adolescente]

fotografia descaradamente roubada a miguel manso.


cocoa is an essential ingredient for this Southern dessert: It has a red pigment that activates when combined with an acid like buttermilk… aqui.

ai ai…

às vezes o medo de morrer cedo assalta-me a noite. o fim de férias sempre teve um travo de novo ano para mim, sendo um pouco alérgica a resoluções de fins de dezembro, e eu tinha prometido que ia arrumar a minha vida a partir desta altura.

o que faço quando o agora já chegou e eu ainda estou atrasada?

[suspiro]

ilustração: paula sanz caballero

o corpo, em jeito de recusa, desencadeou uma monumental crise de alergias que me manteve acordada a noite inteira. à chegada, depois de duas semanas fora, há despedimentos de uns, entrada de outros, acidentes de mais alguns, tudo mudou. a revista parada na gráfica à espera que eu fale com uma pessoa e reescreva um artigo. vale-me o público.pt, a escrita da inês nadais:

Jamie Livingston morreu num hospital de Nova Iorque no dia em que fazia 41 anos e é possível que nos últimos segundos antes do fim tenha visto o que nós estamos a ver agora: os últimos 18 anos da vida dele compactados em 6.697 fotografias (as aulas, o fim do curso, as Torres Gémeas, o dia em que Jimmy Carter perdeu as eleições, a viagem ao Peru, o bolo do 26º aniversário, o jogo dos Mets, uma tarde na piscina, um tacho com pipocas, a sala de montagem, o Natal de 1993, a operação, a cabeça sem cabelo, o casamento, os tubos, o hospital, e depois nada).

aqui. e claro que a foto é dele. uma de muitas. vale tanto a pena. é que as segundas nunca são fáceis.

eu faço anos em dezembro por isso até lá têm tempo de, sei lá, irem procurar pais ricos, tornarem-se clientes do bes, assaltarem um banco [não uma alusão ao que se passou num bes recentemente, ui é melhor riscar isto] ganharem a lotaria ou fazerem uma vaquinha…

it’s this thing, I really need a camera… pretty please?

a dose certa sempre tem de derramar.

vanessa da mata.

e ainda bem que tenho mais uma semana para recuperar!