Archives for the month of: Outubro, 2008

Esta escrita faz parte da minha identidade, é como se fosse uma espécie de impressão digital literária. Não quer dizer que não haja influências. Se calhar temos aqui um pouco de Somerset Maugham, um pouco de Isabel Allende, um pouco de Jeffrey Archer, um pouco de Eça [(2) Isto é, o mais descabelado e intragável pot-pourri da História da Literatura.], mas isso não é consciente. (…) Sinto-me à vontade com qualquer género, o que importa é que eu e o leitor tenhamos prazer [(3) Se o orgasmo for simultâneo, ainda melhor.]


aqui.


*muito menos quando se mete ao barulho a escrita – apenas a escrita – de josé rodrigues dos santos.

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So a washed up carnival has just reduced me to my bones
I never did the washing up
I loved the stains on every cup
They were the only hint I had
Now Marbella’s gone astray somewhere in this blackening Milky Way
I used to colour in the holes
Now I leave them blank
Now it’s only spaces I have cause to thank
Sing out, sing out, sing out, sing out, sing out now
Sing out now, sea out now
Sing out, sing out, sing out, sing out, sing out now
Sing out now, sing out

guillemots, sea out.

dá para ouvir aqui.

[suspiro]

um baloiço. mesmo que seja no interior. para fugir, às vezes. foto daqui.

hoje os balla parecem feitos para mim.

Eu nunca dei um passo atrás
Que não fosse capaz
De um dia o emendar
Sonhar com um outro futuro
Muito menos escuro
Que nos ponha a brilhar.

sem energia.

… mas andei lá perto (leia-se

andei-desterrada-em-santarém-a-ver-conferências-e-a-definhar-por-dentro).

não tenho ânimo para escrever, apenas quero dormir uma noite sem pesadelos e ver se aquela situação de eu mudar de vida se resolve.

entretanto, deixo algo bonito. talvez amanhã esteja mais inspirada.

We believe in magic. For the
Love of Light:  a Tribute to the
Art of Polaroid
was conceived out
of love and loss; an opportunity
for 25 photographers to bid
farewell to a true love.  They
represent ten countries and
visions so varying that the
journey through this book
becomes a rather intimate one;
each of them engage you on a
personal level as if quietly
whispering, “hold my hand for a
moment in time and see the world
anew with me.”

aqui.

falta a ruim, falta a torneira, falta gente aqui de lx, de coimbra e aveiro, falta a minha pipoca, falta um mundo ainda.

a m. pediu, a ervilha obedece. sete músicas que ilustrem momentos das nossas vidas. vou alterar a parte dos “momentos” para “pessoas”. porque sempre associei as músicas a pessoas, acreditei sempre que nelas – nas pessoas – cabem todos os momentos.

não vou mencionar a monumentalidade da tarefa [wtf, só sete!].

mãos à obra. e como não sei pôr vídeos do youtube aqui, ficam os links [mil desculpas, ai ai, e não são os originais e oficiais e legais e isso tudo, olhem, foi o que se arranjou…]

marvin gaye & tammi terrel – ain’t no mountain high enough [aqui]

a minha amora. e está tudo dito. são anos, são muitas lágrimas e mais risos, é tudo, um metro e meio de amizade em ponto gigante. cabem aqui os anos de faculdade, a casa dela que era o meu porto de abrigo, e ainda é… ela é, fora a minha família, das raras coisas permanentes em que acredito.

the gift – fácil de entender [aqui]

para me lembrar de que não vale a pena moldarmo-nos a alguém para essa pessoa gostar mais de nós. para me recordar de discussões eternas, mentiras, meias verdades. porque há pessoas que levam a mal se seguirmos em frente. chamam-nos frias, sofrem porque, aparentemente, assassinamos passados, quando tudo o que queremos é enterrar o machado – e já dois anos depois.

citizen cope – son’s gonna rise [aqui]

para mim, o som da esperança. uma noite de dança, vinho tinto, amor. o conforto de quem nos aceita tal qual como somos. sem tirar nem pôr. abraços fortes, sorrisos genuínos, compreensão. gostar de nós pelo que somos. o início de algo que, pela primeira vez, espero mesmo que dure. muito.

morphine – you look like rain [aqui]

a música mais sexy que conheço. insinuante e pesada, desenrola-se como todos os passos de uma noite que se quer viva, doce, sedutora. tocou várias vezes na minha mente no último ano e meio.

fiona apple – a mistake [aqui]

porque cometer erros faz parte de nós [e porque ainda hoje me disseram que iria cometer um erro, se os tais 95% se tornarem 100%, trocando a segurança de um emprego pela insegurança de outro que, no entanto, me fará muito mais feliz]. porque há momentos que são, simplesmente, deliciosamente errados. e só por isso valem a pena ser vividos.

nitin sawhney – immigrant [aqui]

podiam ser todas, dos vários álbuns, mas esta foi um amigo de longa data que me mostrou. anos de amizade, que por acaso até era suposto ser algo mais. acabou por não ser, ficou um carinho imenso que não diminui. esta é pelos momentos à beira ria [sim, ria].

pluto – convite [aqui]

lembra-me muito a faculdade. lembra-me a amora. lembra-me pessoas que eram para ser e não foram. lembra-me tanto, e fará sempre parte de mim.

não vou dirigir a sete pessoas… quem quiser, continua. thanks, m.!

:)