a m. pediu, a ervilha obedece. sete músicas que ilustrem momentos das nossas vidas. vou alterar a parte dos “momentos” para “pessoas”. porque sempre associei as músicas a pessoas, acreditei sempre que nelas – nas pessoas – cabem todos os momentos.

não vou mencionar a monumentalidade da tarefa [wtf, só sete!].

mãos à obra. e como não sei pôr vídeos do youtube aqui, ficam os links [mil desculpas, ai ai, e não são os originais e oficiais e legais e isso tudo, olhem, foi o que se arranjou…]

marvin gaye & tammi terrel – ain’t no mountain high enough [aqui]

a minha amora. e está tudo dito. são anos, são muitas lágrimas e mais risos, é tudo, um metro e meio de amizade em ponto gigante. cabem aqui os anos de faculdade, a casa dela que era o meu porto de abrigo, e ainda é… ela é, fora a minha família, das raras coisas permanentes em que acredito.

the gift – fácil de entender [aqui]

para me lembrar de que não vale a pena moldarmo-nos a alguém para essa pessoa gostar mais de nós. para me recordar de discussões eternas, mentiras, meias verdades. porque há pessoas que levam a mal se seguirmos em frente. chamam-nos frias, sofrem porque, aparentemente, assassinamos passados, quando tudo o que queremos é enterrar o machado – e já dois anos depois.

citizen cope – son’s gonna rise [aqui]

para mim, o som da esperança. uma noite de dança, vinho tinto, amor. o conforto de quem nos aceita tal qual como somos. sem tirar nem pôr. abraços fortes, sorrisos genuínos, compreensão. gostar de nós pelo que somos. o início de algo que, pela primeira vez, espero mesmo que dure. muito.

morphine – you look like rain [aqui]

a música mais sexy que conheço. insinuante e pesada, desenrola-se como todos os passos de uma noite que se quer viva, doce, sedutora. tocou várias vezes na minha mente no último ano e meio.

fiona apple – a mistake [aqui]

porque cometer erros faz parte de nós [e porque ainda hoje me disseram que iria cometer um erro, se os tais 95% se tornarem 100%, trocando a segurança de um emprego pela insegurança de outro que, no entanto, me fará muito mais feliz]. porque há momentos que são, simplesmente, deliciosamente errados. e só por isso valem a pena ser vividos.

nitin sawhney – immigrant [aqui]

podiam ser todas, dos vários álbuns, mas esta foi um amigo de longa data que me mostrou. anos de amizade, que por acaso até era suposto ser algo mais. acabou por não ser, ficou um carinho imenso que não diminui. esta é pelos momentos à beira ria [sim, ria].

pluto – convite [aqui]

lembra-me muito a faculdade. lembra-me a amora. lembra-me pessoas que eram para ser e não foram. lembra-me tanto, e fará sempre parte de mim.

não vou dirigir a sete pessoas… quem quiser, continua. thanks, m.!

:)