foi ontem que me apercebi. o coração descompassado, o corpo ainda quente do banho e enquanto o cabelo me escorria pelas costas abria janelas, sorvia ar. o coração avisa-me sempre. calma, calma, não te enerves. não correu bem desta vez, mas pelo menos alguma coisa há-de melhorar. olha para o que tens. ele assustado enquanto eu respirava também as lágrimas que se atiravam, livres. respira, respira. pára. e parou. voltou ao normal. e agora também eu, com sorte, regressarei ao meu normal.