Archives for the month of: Março, 2009

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não, meus queridos, não estou na mesma, mas que mais poderei responder a pessoas que não vejo há anos? como dizer que cresci, que já não sou a adolescente insegura, que sei o quero, que sei o que valho, que caminho no equilíbrio dos pés assentes no chão e a cabeça no sol, como explicar que passos dou, dei, como dizer “ah, se tu soubesses…”?

 

tenho um novo mantra:

há uma primeira vez para tudo.
há uma primeira vez para tudo.
há uma primeira vez para tudo.
há uma primeira vez para tudo.
há uma primeira vez para tudo.

eu nunca estive desempregada, em três anos e quatro ou cinco empregos, mas se calhar ao ritmo que a coisa vai até experimento isso este ano. diz que os ordenados vão demorar, ai a crise bate à porta vamos matar-nos todos a trabalhar.

no fundo a culpa é minha que ninguém me mandou ser ambiciosa. querer uma carreira. que palavra, “c-a-r-r-e-i-r-a”. achar que devo receber o que é justo pelo meu trabalho, acreditar que mereço ter uma ocupação que me preencha. diabos. já agora, achar que o homem lá de casa devia ligar menos vezes o computador e mais vezes aqui a je, ser bem educada a ponto de não saltar para cima do meu terapeuta (é que ele é tão querido), a ponto de dizer bom-dia-boa-tarde à tríade dos infernos aqui da sala ao lado que nem me cumprimenta na rua (olhares de desdém não contam) em vez de lhes atirar ovos podres, a ponto de aturar um chefe que espera que eu faça o trabalho de duas pessoas literalmente de uma noite para a outra. ninguém me mandou achar que tinha direito a ser feliz e realizada e que ser boa e honesta era algo a que eu devia aspirar.

ai espera, disseram-me isso, sim.

ou seja, no fundo a culpa disto tudo é da minha mãe.

sinto-me muito melhor agora, ufa.

*but it sure is a cool defense.

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vai ser um bom final para uma semana que está já a ser demasiado longa. até lá, couve.

é só um trabalho.

é só um trabalho.

é só um trabalho.

é só um trabalho.

é só um trabalho.

é só um trabalho.

é só um trabalho.

é só um trabalho.

gosto do cinzento. é a cor que me diz que não há preto e branco. é a cor que me diz que não faz mal duvidar, que há muitos pontos de vista, diferentes formas de ver a vida, que nem sempre toda a gente tem razão. é a cor em que me concentro quando tentam fazer de mim algo que não sou ou quando fico cansada de seguir as regras. não há definições férreas, não há paredes inamovíveis. esta foi a semana do cinzento. da decisão: a lealdade é para comigo.

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foto: loveology.

o programa da alexandra lencastre na tvi24 só pode ser uma piada, daquelas altamente inteligentes e sarcásticas que no fundo são uma crítica em si mesmas a qualquer coisa e tudo o mais e os produtores estão a rir-se secretamente de quem o vê, só pode, não pode ser real. a tvi não deve querer que ele seja realmente assim.

quando uma mulher vai fazer um tratamento de endermologia (a praia está aí), não espera que o terapeuta seja giro, giro, giro. quer dizer, podiam avisar. tinha vestido uma roupa interior mais bonita (a minha outra metade que não leia isto!). começo a acreditar naquele conselho antigo “veste roupa interior como se fosses ser atropelada nesse dia e te tivessem de cortar a roupa no hospital”. juro.

segundo o meu adorado rogério casanova, a biografia do tom cruise é digna de se ler. “quando comecei a filmar, tive de comprar um dicionário”; “toda a humanidade rastejará aos meus pés sem saber porquê”. e continua…


* eu sou muito má a trabalhar quando está sol. shhhhh…

… não só fazer-lhe o jantar, mas o dito jantar ser entremeada.

barf.

… mas aqui vai!

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funambulismo

eu faço funambulismo sem rede e tenho na mão a ponta de um fio. tu tens a outra ponta, mas sempre com os dois pés, pesados, no chão. espero que um dia saltes.

foto daqui.

… já que vou ter de trabalhar no fim de semana, não faço mais nada hoje!

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ora. uma pessoa tem de ter as suas prioridades. e a culpa não é minha. é dos pássaros que oiço pela janela do escritório. é o sol que entra a rodos. dá vontade de fazer a mala e ir embora sem destino!

foto: loveology.