Archives for the month of: Abril, 2009

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acordo menos vezes a dizer asneiras desde que comecei a pôr o despertador para uma hora mais cedo. assim posso aproveitar o abraço dele para carregar as baterias que me fogem e não regressam nem no sono. talvez ele sinta isso porque achou por bem começar a dormir do meu lado da cama. nunca me soube tão bem acordar com uma perna de fora.

[já não sei de onde é a foto….]

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porque é bom demais no que faz. porque não se metia em esquemas, porque não enfiava o nariz na vida dos outros, porque não se acometia às vontades da tríade que acredita piamente, mão na bíblia e bandeira a voar, que lhe é devido tudotudotudo, qual liberdade de expressão, essa cabra tem a mania de voltar e morder-nos o rabo, é chata, manda-a embora como se fossa uma tia velha e solteirona que paira aos domingos. porque é calmo e não sobreviveu num ambiente darwiniano em que tudo é permitido porque segundo a mentalidade do estaminé isso quer dizer que só os mais fortes sobrevivem e nós queremos os mais fortes não é? claro que se passa por cima do facto de haver uma clara dualidade de princípios – os que os têm, e os que não os têm. porque não se conformou, não moldou crenças à vontade bipolar de quem usa as calças aqui [na verdade não sabemos ao certo quem é essa pessoa]. e por isso hoje olho para uma cadeira vazia e não consigo trabalhar, porque tive a prova mais que provada que aqui o que conta são os caprichos de quatro mentes maldosas. e mais nada.

semana que nasce torta, tarde ou nunca se direita.

alice

para ler de cada [das muitas] vezes que tiver que engolir sapos esta semana que vem.

todos os dias deviam ser dias do livro.

nestes dias, tem sido este.

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shoes

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defense shoes. fuck me shoes. pump-up-the-volume shoes. my wishlist shoes.

mouglalis

mouglalis como chanel, brevemente perto de mim – espero.

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trovoada. chuva. chuva intensa. chuva mais intensa… e granizo, cá está ele, sim é um facto, os carros estão brancos por cima, o granizo desliza pela rua… e agora sol e passarinhos a cantar à janela.

o tempo anda tão bipolar quanto eu.

We are always running for the thrill of it thrill of it
Always pushing up the hill searching for the thrill of it
On and on and on we are calling out and out again
Never looking down I’m just in awe of what’s in front of me

[empire of the sun]

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ver o coração num ecrã à nossa esquerda. três horas a olhar para ele. bate, bate demais, não bate, bate ainda mais depressa 200 230 250 diabos que ela não aparece mais carga e pronto já está resolveu-se já está já foi vamos só confirmar ai um eco dois ecos mas pronto já está agora é só repousar sim e ter cuidado. já está. foi o que mais ouvi depois e foi também o que mais disse. ter cuidado é uma expressão engraçada. não tenho o cuidado comigo, não sei dele, perdeu-se-me entre os dias e horas demasiadas deitada. uma semana apenas reenquadrou-me a vida. já está. quem me dera que mais coisas já estivessem. não quero regressar amanhã, mas terei de o fazer pela pulsão imbecil que me recorda os prazos, os clientes, os compromissos assumidos. não é tanto o nome da empresa, é o meu. é o meu futuro que ali está hipotecado, mas apenas temporariamente. temporário, tudo.  mais tarde ou mais cedo também isso já vai estar.

I am my own person. not yours. and you all are so transparent… I’ll have fun.