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[bom. ainda me lembro de como se faz isto, embora tenha hesitado à procura do botãozinho para inserir a imagem…]

as coisas mudam, é um facto e uma das verdades (se as há, e eu não tenho a certeza quanto a isso) da vida. deixei-me de palavras porque já nada diziam – tornaram-se ocas. ainda não sei se as reencontrei. a verdade verdadinha é que algumas das certezas que eu tinha evadiram-se pela noite. é bem feita, quem me mandou ter certezas? já devia ter aprendido. o amor pode esboroar-se sem eu dar conta e de novo a mistura de sentimentos agridoce – livre, ou não livre? livro-me, ou não me livro? o mesmo para o trabalho. decidi conceder – no meu reino apenas eu domino, lamento, não se trata de uma democracia, por isso foi mesmo conceder, dar permissão, dar aval a, permitir por carta régia – duas segundas oportunidades. mas saí reforçada das duas crises. a do coração, e a do sítio que afinal é a minha segunda casa.

sei que se não resultar, outro caminho se desenha. sei com quem posso contar. sei quem sou. afinal, de que mais preciso?

*adele.

“go ahead and steal my heart to make me cry again,
’cause it will never hurt as much it did then,
when we were both right and no one had blame.”

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