nunca tirei duas semanas seguidas de férias.

ironicamente saiu-me um bocadinho o tiro pela culatra e os planos que tinha foram pelo cano abaixo (são duas frases feitas de seguida mas estou exausta e é natal, portanto vocês perdoam-me, espero).

mesmo assim, nunca estive tão grata por ter uma família ansiosa à minha espera, muito sono para pôr em dia, amigos longínquos para rever e, na generalidade, um tempo para respirar. acho que o natal é isto. cada vez ligo menos a presentes e mais a pessoas. tem a ver com a morte da minha avó a 25 de dezembro do ano passado, mas não só; liga-se também a uma crescente valorização das boas relações e do papel que podem desempenhar na nossa vida. caí muitas vezes este ano e sempre tive quem me apoiasse. a resposta à minha última queda resultou nuns “copos natalícios” esta noite “porque só vens em janeiro e vamos ter saudades”.

isto, para mim, é natal.