Archives for the month of: Maio, 2011

algumas destas ideias são aproveitáveis, mesmo. start small!

aqui!

I’ve looked at love from both sides now
From give and take, and still somehow
It’s love’s illusions I recall
I really don’t know love at all.

parabéns, amora.

até já.

… snapshots de londres.

momento “ohhh, quero morar aqui”:

(southbank, antes de vermos miró na tate)

momento(s) “mas estás a fotografar a comida? mas porquê?”:

(whoopie pies. do melhor que há. quais cupcakes, qual carapuça.)

(hmmmm…)

(lead the way!)

(momento adagio: heaven, I’m in heaven…)

momento “opá, opá, é uma daquelas que eu quero.”

“mas já compraste três saias este mês”, contrapõem.

“shhhhh….”:

momento “claro. livros e sex toys. faz todo o sentido.”:

momento em camden, nos mercados e feiras “WTF? WTF? tem… orelhas?!”:

momento “show off” da viagem:

(GIVE ME THE DAMN FOOD, WOMAN!)

(yeah, I do this for a living)

momento “vamos deitar-nos na relva e ignorar as nossas contas bancárias”:

(aaahhhh….)

em oposição a como eu costumo ver, ultimamente, as coisas (que envolve muita asneira à mistura, falta de calma, falta de paciência, choradeira, chinfrineira, tristeza, dor, muitos “porquê eu meu deuuuuuuus” e, na generalidade, todos os meus defeitos juntos, envoltos em papel de embrulho).

– chegar e perder o último metro, à uma da manhã, e vaguear pelas ruas repletas de clubes exclusivos, londrinas de saltos altíssimos, londrinas de saltos altíssimos na mão, e londrinas a caírem de bêbedas com um salto altíssimo na mão e outro no pé;
– descortinar um autocarro para o local desejado e descobrir que as máquinas de bilhetes não aceitam notas; ir, de seguida, e após uma busca infrutífera por pubs numa zona de, como já foi mencionado, clubes exclusivos, limusinas, e carros daqueles de revista, achar boa ideia ir trocar dinheiro com os porteiros do hotel ritz;
– descobrir que um dos porteiros do hotel ritz é português, se chama carlos, e é um amor;
– trocar dinheiro apenas para descobrir que afinal não podemos apanhar aquele autocarro, que nos ia levar para o lado oposto da cidade (obrigada, senhor carlos do ritz); acordar alguém às duas da manhã para atravessarem londres de norte a sul e irem buscar-nos;
– dormir, não sem antes demorar quinze minutos a perceber como funciona a fechadura para entrar em casa;
– demorar quinze minutos a perceber como funciona o chuveiro;
– arriscar o pescoço de dez em dez minutos porque “bolas mas afinal de onde vêm os carros?”;
– ver miró na tate e passear em southbank, a comer uma whoopie pie;
– chorar baba e ranho no les misérables, e ter orgulho nisso;
– ir afogar as lágrimas no de hems e acabar a noite com a dançar o bamboleo, dedicada pelo big mike;
– descobrir que há cerveja de morango e bolas, é boa;
– dormir, não sem antes demorar quinze minutos a tentar abrir a porta de novo;
– estoirar todo o dinheiro em camden e reafirmar que compras em feiras e mercados é do melhor que há;
– matar saudades de fish and chips;
– deitar na relva em st. james park;
– ficar trancada dentro de casa;
– ficar trancada fora de casa;
– chegar ao aeroporto e: ter de fazer duplo check in porque as máquinas inglesas não lêem cedilhas e acentos; correr para apanhar o avião e descobrir que as nossas malas já não cabem nas cabines; apanhar um torcicolo por dormir torta; receber o mau humor do motorista de táxi e o calor de lisboa e vir trabalhar.

directa. ensonada. cansada.

mas feliz.

(embora a minha saia seja mais coral e menos laranja que essa e as sandálias sejam num tom cru e não azul, apeteceu-me “futilizar” ainda mais o dia)

… e toda a gente voltou ao normal, é que vou com mais três amigas a londres. mas acho que se vir memorabilia foleira ainda compro (tão cheesy que ultrapassa os limites do bom gosto e se situa numa zona cinzenta onde tudo é permitido).

no meu caso, vou depois de uma semana de praia, jantares e almoçaradas, compras, amigas que não via há muito e passeios. ah e tese. um pouco, apenas o suficiente para sentir que avancei três centímetros.

e agora: camden, chinatown, les miserables, miró na tate…

até a minha capacidade de escrever coisas minimamente interessantes anda a diminuir com tanta descontracção.

até já.

quero muito.