Archives for the month of: Setembro, 2011

2ª: cancelar um jantar para rever a tese e fazer as últimas emendas;

3ª: sair às 20h30, jantar com uma amiga, voltar a casa e trabalhar;

4ª: entrar às 8h30, sair às 19h30, levar a tese para impressão, ter um pequeno colapso com o valor total da coisa, voltar a casa e trabalhar até às 23;

5ª: ver emails às 7h30 da manhã, sair para ir ao teatro directa do trabalho (Amadeus), consultar emails no telemóvel no intervalo, ir para casa e trabalhar até à 1h;

6ª: ver emails às 7h30 da manhã, entregar a tese de mestrado (e descobrir que me faltam 3 declarações, o que implica lá voltar na 2ª), deixar já de parte todo o trabalho de escolha de vestuário adequado….

… e ver o meu chefe empalidecer.

e a vossa semana?

até a t magazine saúda o outono.

uma das capas mais bonitas que vi nos últimos tempos!

… mas eu quero mesmo o outono, bolas.


malhas…

… botas e…

… tartes!

(que uma alma caridosa fará por mim. claro está.)

vamos lá.

 

o outono que há-de vir, isto é, que este verão maduro que veio para ficar ainda se cola à pele.

sempre desdenhei o final do ano a favor desta mudança de estação, um hábito que ficou do regresso às aulas.

este ano não regresso a aulas nenhumas (nem tão cedo, bolas), não recupero nem acabo nenhuma relação, não mudo de casa como no ano passado. este ano a decisão recai a nível laboral. deixar o conforto e começar à procura de algo com mais desafios? aceitar a insatisfação que começou no início do ano e não me largou a não ser quando estive fora a trabalhar? ceder a um conforto do género paz podre mas que muita gente queria ter (eu sei que tenho sorte…) ou aventurar-me? tentar sair vai demorar meses (e meses e meses, se calhar) no estado em que isto está, mas… talvez seja mesmo por aí…

comecei a correr também (e não, não é atrás de autocarros, esses continuo a deixar ir em paz), sinto-me tão bem depois que o horror que passo naquela meia hora há-de valer para alguma coisa.

[e há sempre gente gira a correr, o que ajuda . já alguém me podia ter dito, caraças.]

portanto, conforto ou aventura?

… lembrem-me só de NUNCA mais me meter num mestrado.

eu já volto.

assim que conseguir respirar…

eye candy, terapia, seja o que for estou a chegar a um ponto de concentração quase nulo em que me dá para isto e em vez de descansar vou ter pessoas a jantar lá em casa quando tenho o frigorífico quase sem comida porque avariou e tenho de o descongelar e em lisboa o calor mata-me já estou muiiiito para lá de pontos finais e frases coerentes.

dois dias em favaios (a adega é cliente da agência) a acompanhar jornalistas nas vindimas, visitas, provas (hmmm) e a noite, claro. que “não veio cá para dormir, isso faz lá em baixo!”, ria-se o meu cliente. a verdade é que com 3 horas de sono em cima vinha relaxada e feliz, com a sensação de que de facto estive a fazer algo que gosto mesmo de fazer, com mais valias quer para a marca quer para os jornalistas. falar com alguns deles, com décadas de carreira, é uma lição de vida.

e quando chego à agência deparo-me com os problemas de sempre nas minhas chefias: a falta de respeito, a falta de um “obrigada” ou um mínimo elogio que seja, simplesmente o acto de despejar trabalho em cima e descarregar quaisquer frustrações que tenham em cima de nós, um tom de voz a roçar o inaceitável e o total descrédito. há dias bons. há alturas boas. mas quando os dias aqui são maus, são maus à séria. e não sei se falar num tom aceitável é pedir muito mas… acho que não.

quero voltar ao douro.

tipo, já.

compras? isto.

aos 26 começo a pensar em não beber logo o que compro e começar a construir uma mini colecção dos meus favoritos para ocasiões especiais. porque o que de mais acertado dizem os produtores, vendedores e marcas de vinhos é a mais pura das verdades: um bom vinho, um dos nossos favoritos, é-o por causa do momento em que o bebemos.

faltam-me quatro páginas. quatro míseras, ranhosas páginas. depois, revisão total. integração de anexos. bibliografia. entrega ao orientador. cama.

nisto, fui pôr o lixo lá fora – as in, na rua, mesmo – de pijama.

quando até agora só consideraria estar de pijama na rua se o prédio estivesse a arder.

qualquer dia começo a andar de fato de treino aos fins de semana e a passar o sábado à tarde num centro comercial.

ai.