dois dias em favaios (a adega é cliente da agência) a acompanhar jornalistas nas vindimas, visitas, provas (hmmm) e a noite, claro. que “não veio cá para dormir, isso faz lá em baixo!”, ria-se o meu cliente. a verdade é que com 3 horas de sono em cima vinha relaxada e feliz, com a sensação de que de facto estive a fazer algo que gosto mesmo de fazer, com mais valias quer para a marca quer para os jornalistas. falar com alguns deles, com décadas de carreira, é uma lição de vida.

e quando chego à agência deparo-me com os problemas de sempre nas minhas chefias: a falta de respeito, a falta de um “obrigada” ou um mínimo elogio que seja, simplesmente o acto de despejar trabalho em cima e descarregar quaisquer frustrações que tenham em cima de nós, um tom de voz a roçar o inaceitável e o total descrédito. há dias bons. há alturas boas. mas quando os dias aqui são maus, são maus à séria. e não sei se falar num tom aceitável é pedir muito mas… acho que não.

quero voltar ao douro.

tipo, já.

compras? isto.

aos 26 começo a pensar em não beber logo o que compro e começar a construir uma mini colecção dos meus favoritos para ocasiões especiais. porque o que de mais acertado dizem os produtores, vendedores e marcas de vinhos é a mais pura das verdades: um bom vinho, um dos nossos favoritos, é-o por causa do momento em que o bebemos.