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Chorar em público
Miguel Esteves Cardoso, 28-11-2011

«Quando sair este jornal, a Maria João e eu estaremos a caminho do IPO de Lisboa, à porta do qual compraremos o PÚBLICO de hoje. Hoje ela será internada e hoje à noite, desde o mês de Setembro do ano passado, será a primeira vez que dormiremos sem ser juntos.

O meu plano é que, quando me expulsarem do IPO, ela se lembre de ir ler o PÚBLICO e leia esta crónica a dizer que já estou cheio de saudades dela. É a melhor maneira que tenho de estar perto dela, quando não me deixam estar. Mesmo ficando num hotel a 30 passos dela, dói-me de muito mais longe.

O IPO consegue ser uma segunda casa. Nenhum outro hospital consegue ser isso. Podem ser hospitais muito bons. Mas não são como uma casa. O IPO é. Há uma alegria, um humor, uma dedicação e uma solidariedade, bem-educada e generosa, que não poderiam ser mais diferentes da nossa atitude e maneira de ser – resignada, fatalista e piegas – que são o default institucional da nacionalidade portuguesa. É graxa? Para que tratem bem a Maria João? Talvez seja. Mas é merecida. Até porque toda a gente que os três IPO de Portugal tratam é tratada como se tivesse direito a todas as regalias. Há muitos elogios que, não obstante serem feitos para nos beneficiarem, não deixam de ser absolutamente justos e justificados.

Este é um deles. Eu estou aqui ao pé de ti. Como tu estás ao pé de mim. Chorar em público é como pedir que nada de mau nos aconteça. É uma sorte. É o contrário do luto. Volta para mim.»

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adorei. e é a minha sorte, porque vou ter de lá voltar com duas ou três pessoas! era adolescente quando li por acaso um livro da taschen sobre ela, devia ter uns 12, 13 anos, e nunca mais recuperei da primeira impressão – uma admiração tremenda por uma personalidade maior que a vida de tantas outras.

aqui.

fotos do blackberry, logo, uma grande treta.

abismada.

Perguntam-me imenso hoje em dia o meu estado amoroso. Às vezes parecem mesmo esperar que eu abra o peito e faça uma verificação de rotina à máquina. Óleo? Travões?

Se não me importo de ser solteira. Que quase 27 anos são quase 30. Aparentemente há um grande ai-jesus pelos 30. Que os dias nos correm pela pele todas as manhãs e se acumulam no fundo do cesto da roupa.

Não tenho sido capaz, acho, de expressar perfeitamente o que sinto. Creio ser a primeira vez que me sinto sozinha há tanto e há tão pouco tempo. Se por um lado são curtos meses, por outro é um emergir que soa a mais longo e definitivo. Como é que eu descrevo que sei o que é incendiar um toque? Que me recordo de acordar mais cedo apenas para poder ficar junto a alguém a sonhar de olhos bem abertos? Que me lembro do que é alguém me abraçar no meio do nada e eu estar em casa? Há sorte e maldição em doses iguais num passado amoroso como o meu, tão bom quanto mau. Os meus retalhos favoritos não pertencem a só uma pessoa mas têm um sabor similar, o de um grande amor, de uma grande paixão, mesmo que depois se tenha vindo estatelar redonda no chão.

Acho que não houve ano em que tivesse crescido mais que este. Mais que em idade, que ainda é curta, e sim em experiência. E o resultado é aquela espécie de solidão acompanhada, tingida por uma exigência que acho não me ser exclusiva – preferir o memorável, o abismal, o risco desmedido que só acompanha as apostas em grande. Não as que nos parecem seguras, isentas, ou assim assim, ou só porque sim, mas as que fazem com que tudo depois valha a pena. Quando se segue o que se ama. Quando de facto se sente além da pele. Porque depois de nos recuperarmos algumas vezes, as cicatrizes acabam por ditar algumas escolhas.

A arte do erro amoroso é uma a que já limei quase todas as arestas, embora tenha a certeza que me esperam ainda algumas surpresas. Espero mesmo que sim.

Este raciocínio passa-me pela cabeça num minuto antes de invariavelmente responder algo nas linhas do “oh, é a vida” ou “tens irmãos giros, é?”. De alguma forma, parecem sempre as respostas mais fáceis…

E nunca se sabe quanto aos irmãos.

do novo filme do almodóvar, uma das coisas que me seduziu.

que voz de seda.

em casa, de cama.

é irónico o quanto eu, de facto, queria estar a trabalhar a uma segunda-feira.

a um domingo com um toque de febre, era mesmo isto que precisava: uma botija de água quente fofinha.

aaaaiiiii.

j. crew

lulu frost

bergdorf goodman

lucy chadwick – a selby film for zara

enjoy :)

das coisas mais deliciosas que já vi nas internetes, recentemente. e olhem que eu vejo muita coisa nas internetes.

[a bem dizer, há dias em que nem sei como ainda tenho trabalho.]

é imprimir e ter no bolso, com os cantos dobrados e um lápis para assinalar com uma cruz o que mais se quer.

visto aqui.

:)