a minha mãe é a minha heroína. já o disse antes, e repito. ontem dava-me más notícias ao telefone e enquanto eu estava calada a absorver ela, filosoficamente, só repetia: “oh querida, eu quero é saúde, e o resto logo se resolve”. tenho imensa sorte em poder contar com ela. tenho imensa sorte na mãe que tenho, na família nuclear que tenho. depois de um mês de novembro passado entre consultas e hospitais e análises e raios-x e farmácias, entre achaques vários e diversos, fáceis de resolver mas cansativos, e depois de dois meses de noites paradas a meio, onde o sono é interrompido com pensamentos sobre finanças, economia, e “porque raio tirei eu letras, filho meu não vai para letras”, sabe-me bem este pragmatismo filosófico maternal.

“oh filha, tudo se resolve.”

pois é.

:)