aos 27, é oficial: já não duro um inverno inteiro como antes. volta, calor. tenho saudades de, de facto, conseguir sentir as pontinhas dos meus dedos. e do sal na pele, o escaldão do primeiro dia de praia, os gelados, os passeios, não congelar de frio quando o despertador toca e eu [uma hora depois, é certo] saio da cama, oh meu deus e a praia, dai-me praia, senhores, dai-me praia [e este verão não tenho tese wohoo!] e mar e sal, e iogurtes de morango bebidos com o cabelo a pingar, e eu sei que há tanta coisa mais importante por estes dias, mas eu só quero o meu sol de volta, eu prometo que não peço mais nada, mais nada, mais nada – ui, excepto paz no mundo, a saída da crise, mas por amor da santa, dai-me calor.

[ofir. o que não deixa de ser irónico, porque é das praias mais frias. mas, também, das mais felizes para mim.]